TV DIGITAL: o sushi mais brasileiro
Fernanda Moraes e Gabriela Fernandes
Melhor resolução e novo formato da imagem, qualidade do som e uma estupenda dose de interatividade do telespectador. São estas algumas das características da TV digital, nova tecnologia que substituirá o padrão analógico até então utilizado no país.
Mas afinal, o que realmente essa tal de tv digital trará de novo? Em que a população brasileira, alimentada por doses diárias de programação televisiva – esse meio lucrativo de comunicação popular, quase indispensável nos mais diversos lares – se beneficiará com tal desenvolvimento? Será que conseguiremos chegar ao supra-sumo da aldeia global postulada por Marshall McLuhan?
Andiamos!
A televisão digital é um sistema de radiodifusão que transmitirá sinais digitais, em lugar dos atuais analógicos. No quesito recepção de sinais, é definida como uma tecnologia altamente eficiente, ao contrário do sistema anterior que perdia cerca de 50% dos pontos de resolução da imagem antes que esta chegasse em nossos lares. Assim, não será raro, e sim um fato, termos a íntegra do sinal transmitido pelas emissoras o que, por conseguinte, nos trará uma qualidade de imagem imune aos ruídos e livre dos chuviscos e fantasmas. Em relação ao som, a nova transmissão nos brindará com um áudio equivalente à qualidade empregada em um CD.
Apesar de todas estas mudanças, nenhuma tem sido tão apregoada e exaltada como a possibilidade total de interação que o sistema possibilita ao telespectador, que passará da simples passividade à ação total. Ele não só poderá – através de pequenos e simples cliques no (cibernético e multiuso) controle remoto – ter a tela de seu televisor dividida em várias janelas, cada uma com um tipo de programação como, e sobretudo, terá acesso à internet, comércio eletrônico, participará de jogos e enquetes entre outras mil modalidades quase sexuais de interação.
Ah! O modelo que o governo brasileiro optou para ser implantado em nosso país foi o empregado no Japão – o SDB-T (Integrated Services Digital Broadcasting Terrestrial) –, levando em conta a possibilidade de transmissão em alta definição, mobilidade (transmissão de conteúdo para televisores instalados em um ônibus em movimento, por exemplo) e portabilidade (captação da imagem através de aparelhos menores, como celulares). Entre os concorrentes deste modelo estavam o ATSC (Advanced Television Systems Committee), adotado pelos EUA, Canadá, México e Coréia do Sul e o DVB-T (Digital Video Broadcast Terrestrial), adotado por países que já se decidiram em relação a que padrão seguir, em especial os países da Europa, Ásia, África e Oceania.
Para adentrar neste fantástico mundo digital teremos, é claro, que colocar a mão no bolso e com uma bagatela que varia de R$ 276,00 a R$ 760,00 poderemos comprar um Set-top-box, conversor (ou decodificador). Com ele poderemos assistir à TV digital em nosso meia-bomba receptor analógico. A qualidade observada será a mesma de um DVD, independente da transmissão ser em definição standard (SDTV) ou alta definição (HDTV). Se o consumidor preferir, ainda poderá adquirir uma televisão que já possua o conversor.
E se você é um daqueles que reluta às mudanças, principalmente as tecnológicas, eu diria que, infelizmente, elas são necessárias e nada mudará apesar de você fazer biquinho, bater o pé e virar a cara. Resgatarei, porém, suas esperanças e dar-lhe-ei uma oportunidade única de suspiro reconfortante: o telespectador que preferir poderá continuar com a transmissão da TV aberta da forma atual utilizando a sua TV analógica. E que McLuhan e sua aldeia global se instalem lá do outro lado do mundo!
Melhor resolução e novo formato da imagem, qualidade do som e uma estupenda dose de interatividade do telespectador. São estas algumas das características da TV digital, nova tecnologia que substituirá o padrão analógico até então utilizado no país.
Mas afinal, o que realmente essa tal de tv digital trará de novo? Em que a população brasileira, alimentada por doses diárias de programação televisiva – esse meio lucrativo de comunicação popular, quase indispensável nos mais diversos lares – se beneficiará com tal desenvolvimento? Será que conseguiremos chegar ao supra-sumo da aldeia global postulada por Marshall McLuhan?
Andiamos!
A televisão digital é um sistema de radiodifusão que transmitirá sinais digitais, em lugar dos atuais analógicos. No quesito recepção de sinais, é definida como uma tecnologia altamente eficiente, ao contrário do sistema anterior que perdia cerca de 50% dos pontos de resolução da imagem antes que esta chegasse em nossos lares. Assim, não será raro, e sim um fato, termos a íntegra do sinal transmitido pelas emissoras o que, por conseguinte, nos trará uma qualidade de imagem imune aos ruídos e livre dos chuviscos e fantasmas. Em relação ao som, a nova transmissão nos brindará com um áudio equivalente à qualidade empregada em um CD.
Apesar de todas estas mudanças, nenhuma tem sido tão apregoada e exaltada como a possibilidade total de interação que o sistema possibilita ao telespectador, que passará da simples passividade à ação total. Ele não só poderá – através de pequenos e simples cliques no (cibernético e multiuso) controle remoto – ter a tela de seu televisor dividida em várias janelas, cada uma com um tipo de programação como, e sobretudo, terá acesso à internet, comércio eletrônico, participará de jogos e enquetes entre outras mil modalidades quase sexuais de interação.
Ah! O modelo que o governo brasileiro optou para ser implantado em nosso país foi o empregado no Japão – o SDB-T (Integrated Services Digital Broadcasting Terrestrial) –, levando em conta a possibilidade de transmissão em alta definição, mobilidade (transmissão de conteúdo para televisores instalados em um ônibus em movimento, por exemplo) e portabilidade (captação da imagem através de aparelhos menores, como celulares). Entre os concorrentes deste modelo estavam o ATSC (Advanced Television Systems Committee), adotado pelos EUA, Canadá, México e Coréia do Sul e o DVB-T (Digital Video Broadcast Terrestrial), adotado por países que já se decidiram em relação a que padrão seguir, em especial os países da Europa, Ásia, África e Oceania.
Para adentrar neste fantástico mundo digital teremos, é claro, que colocar a mão no bolso e com uma bagatela que varia de R$ 276,00 a R$ 760,00 poderemos comprar um Set-top-box, conversor (ou decodificador). Com ele poderemos assistir à TV digital em nosso meia-bomba receptor analógico. A qualidade observada será a mesma de um DVD, independente da transmissão ser em definição standard (SDTV) ou alta definição (HDTV). Se o consumidor preferir, ainda poderá adquirir uma televisão que já possua o conversor.
E se você é um daqueles que reluta às mudanças, principalmente as tecnológicas, eu diria que, infelizmente, elas são necessárias e nada mudará apesar de você fazer biquinho, bater o pé e virar a cara. Resgatarei, porém, suas esperanças e dar-lhe-ei uma oportunidade única de suspiro reconfortante: o telespectador que preferir poderá continuar com a transmissão da TV aberta da forma atual utilizando a sua TV analógica. E que McLuhan e sua aldeia global se instalem lá do outro lado do mundo!

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