Preparem-se para uma revolução. Apresento-lhes o Youtube
Ygor Helbourn
Sabe aquele vídeo de bandidos fazendo exigências enquanto um repórter da Globo e um operador de áudio estavam sequestrados? Lá tem. Sabe aquele vídeo da sua banda favorita tocando aquela música que você sempre quis ver e nunca encontrou? Lá tem. Sabe aquele vídeo daquele bêbado que ficou cantando e dançando em frente às câmeras? Lá tem. Na verdade lá tem tudo. Tudo mesmo. Nada escapa à perspicácia dos internautas. Depois de passar na televisão, basta esperar uns 15 minutinhos e procurar.
Fundado em fevereiro de 2005, o YouTube (que traduzido é algo como "o seu tubo") é um site hospedado nos Estados Unidos que dá a oportunidade dos internautas assistirem vídeos de curta duração (em média 12 minutos) sobre qualquer assunto. Ao entrar no site você se depara com alguns links que o direcionam para vídeos selecionados e um espaço para a busca de palavras relacionadas. Inclusive é a minha sugestão. Escreva uma palavra qualquer e clique em "search". Vídeos dos mais variados aparecerão e você poderá se entreter durante horas pelos links que aparecem na tela enquanto você assiste seu filme. A impressão é que a experiência é interminável.
Acessos diários já passam de 100 milhões
O criador Chad Hurley obviamente não esperava tamanho sucesso. Ele criou o site com o objetivo de divulgar vídeos de uma festa sem precisar lotar a caixa de e-mail dos seus amigos. Como tudo na internet, o boca a boca ajudou a divulgar a novidade, novos vídeos foram sendo adicionados e pronto, mais um fenômeno virtual estava criado.
O crescimento foi espantoso. Em apenas um ano e meio de vida, o site já contabiliza 100 milhões de vídeos assistidos por dia. São 65 mil adicionados diariamente e no fim das contas, 20 milhões de usuários acessando em um mês. De olho nesse imenso público as grandes corporações já tentam lançar o seu concorrente como o Google, que lançou o GoogleVideo, e a Microsoft, que promete lançar um site parecido em breve. Alguns grupos já tentaram também comprar o site, mas se depararam com o preço de mais de 100 milhões de dólares. Não que achem caro, mas já dá pra se ter uma idéia da força do novo conceito.
Tecnologia
A tecnologia usada pelo YouTube também facilita a vida do internauta. Os vídeos não são reproduzidos com imagem e som originais. O vídeo sofre uma redução de qualidade para que fique mais "leve", o que é um facilitador para o internauta, sempre ávido não só pelo conteúdo, mas principalmente pela velocidade do serviço.
A grande mídia também começa a demonstrar interesse em disponibilizar alguma parte do seu acervo na internet, como faz a Globo. No entanto, iniciativas como a do YouTube ainda não têm influência desses grandes grupos da televisão e acabam por mostrar o lado obscuro dos grandes conglomerados de mídia. Os vídeos mais populares são, em geral, os de erros na programação. Repórteres engasgando, olhando pras câmeras erradas, apresentadores mal-vestidos e até mesmo bêbados. A graça é achar o que a televisão não mostraria normalmente e com a popularização do YouTube as pessoas estão fazendo questão de gravar cada vez mais momentos da televisão aberta aleatoriamente, só com o objetivo de captar algo interessante e que possa ser exibido na internet.
Alguns especialistas dizem que esse tipo de iniciativa é o primeiro suspiro da televisão do futuro, onde o telespectador verá apenas o que quiser e teríamos então um grande salto de qualidade. Outros dizem que o salto será, na verdade, uma queda num precipício sem fim, onde qualquer um disponibilizará qualquer tipo de coisa sem o mínimo cuidado técnico. Há ainda um terceiro grupo que acha que o YouTube é efêmero e desaparecerá tão rápido quanto veio. Se alguma dessas opções é verdadeira não sabemos ainda, mas como o próprio site diz em sua página inicial, eles já estão "dando força pras pessoas se tornarem os diretores de programação do futuro".
Sabe aquele vídeo de bandidos fazendo exigências enquanto um repórter da Globo e um operador de áudio estavam sequestrados? Lá tem. Sabe aquele vídeo da sua banda favorita tocando aquela música que você sempre quis ver e nunca encontrou? Lá tem. Sabe aquele vídeo daquele bêbado que ficou cantando e dançando em frente às câmeras? Lá tem. Na verdade lá tem tudo. Tudo mesmo. Nada escapa à perspicácia dos internautas. Depois de passar na televisão, basta esperar uns 15 minutinhos e procurar.
Fundado em fevereiro de 2005, o YouTube (que traduzido é algo como "o seu tubo") é um site hospedado nos Estados Unidos que dá a oportunidade dos internautas assistirem vídeos de curta duração (em média 12 minutos) sobre qualquer assunto. Ao entrar no site você se depara com alguns links que o direcionam para vídeos selecionados e um espaço para a busca de palavras relacionadas. Inclusive é a minha sugestão. Escreva uma palavra qualquer e clique em "search". Vídeos dos mais variados aparecerão e você poderá se entreter durante horas pelos links que aparecem na tela enquanto você assiste seu filme. A impressão é que a experiência é interminável.
Acessos diários já passam de 100 milhões
O criador Chad Hurley obviamente não esperava tamanho sucesso. Ele criou o site com o objetivo de divulgar vídeos de uma festa sem precisar lotar a caixa de e-mail dos seus amigos. Como tudo na internet, o boca a boca ajudou a divulgar a novidade, novos vídeos foram sendo adicionados e pronto, mais um fenômeno virtual estava criado.
O crescimento foi espantoso. Em apenas um ano e meio de vida, o site já contabiliza 100 milhões de vídeos assistidos por dia. São 65 mil adicionados diariamente e no fim das contas, 20 milhões de usuários acessando em um mês. De olho nesse imenso público as grandes corporações já tentam lançar o seu concorrente como o Google, que lançou o GoogleVideo, e a Microsoft, que promete lançar um site parecido em breve. Alguns grupos já tentaram também comprar o site, mas se depararam com o preço de mais de 100 milhões de dólares. Não que achem caro, mas já dá pra se ter uma idéia da força do novo conceito.
Tecnologia
A tecnologia usada pelo YouTube também facilita a vida do internauta. Os vídeos não são reproduzidos com imagem e som originais. O vídeo sofre uma redução de qualidade para que fique mais "leve", o que é um facilitador para o internauta, sempre ávido não só pelo conteúdo, mas principalmente pela velocidade do serviço.
A grande mídia também começa a demonstrar interesse em disponibilizar alguma parte do seu acervo na internet, como faz a Globo. No entanto, iniciativas como a do YouTube ainda não têm influência desses grandes grupos da televisão e acabam por mostrar o lado obscuro dos grandes conglomerados de mídia. Os vídeos mais populares são, em geral, os de erros na programação. Repórteres engasgando, olhando pras câmeras erradas, apresentadores mal-vestidos e até mesmo bêbados. A graça é achar o que a televisão não mostraria normalmente e com a popularização do YouTube as pessoas estão fazendo questão de gravar cada vez mais momentos da televisão aberta aleatoriamente, só com o objetivo de captar algo interessante e que possa ser exibido na internet.
Alguns especialistas dizem que esse tipo de iniciativa é o primeiro suspiro da televisão do futuro, onde o telespectador verá apenas o que quiser e teríamos então um grande salto de qualidade. Outros dizem que o salto será, na verdade, uma queda num precipício sem fim, onde qualquer um disponibilizará qualquer tipo de coisa sem o mínimo cuidado técnico. Há ainda um terceiro grupo que acha que o YouTube é efêmero e desaparecerá tão rápido quanto veio. Se alguma dessas opções é verdadeira não sabemos ainda, mas como o próprio site diz em sua página inicial, eles já estão "dando força pras pessoas se tornarem os diretores de programação do futuro".

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