O esporte se rende à tecnologia
Um dos meios mais conservadores e menos afeitos a mudanças radicais em seusregulamentos, o esporte começa a ver com bons olhos o uso da tecnologia para auxiliar no cumprimento de suas regras. Em diversas modalidades estão sendodesenvolvidas formas de auxílio ao árbitro na marcação de lances duvidosos.Uma das inovações mais significativas dos últimos anos ocorreu no tênis.Se antes o árbitro definia a olho nu se uma bola que toca o solo próximoà linha foi dentro ou fora, hoje ele pode ser questionado em sua determinação.Por regra instituída em março deste ano, cada jogador pode pedir que doislances duvidosos a cada set sejam reavaliados pelo árbitro, após exibiçãode replay no telão da arena. Caso as imagens mostrem que o juiz errou, amarcação é corrigida.
O vôlei também estuda uma forma de minimizar os erros de arbitragem, facilitandoa vida dos árbitros. Através de um chip inserido nas bolas, o juiz saberáse ela tocou o chão dentro ou fora da quadra. Ainda há alguns ajustes a seremfeitos na forma de transmissão da informação ao árbitro. Não se definiu seseria através de um sinal sonoro ou por meio de lâmpadas, que acenderiam,alertando o árbitro. Outra questão a ser aperfeiçoada é em relação à bateriaque seria utilizada no chip.
O presidente da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), Ary Graça Filho,anunciou que a "bola inteligente" será utilizada no Brasil ainda em 2006e considera que minimizar os erros de arbitragem é fator fundamental na credibilidadedo esporte.
— A discussão se valeu ou não um ponto era muito boa na época dos poetas.Hoje você não pode admitir que um investimento de quatro anos de um cicloolímpico seja prejudicado por um erro de arbitragem — justifica.
Até mesmo o futebol, tão tradicional em suas regras e que não admite a utilizaçãode imagens de televisão em lances duvidosos, projeta sua maneira de diminuiros erros. O modelo é similar ao do vôlei: uma bola que enviaria ao árbitroum sinal quando ultrapasse a linha de gol. A bola foi utilizada no Mundialsub-17, disputado em setembro de 2005, mas como o sistema ainda precisavaser mais bem desenvolvido não foi utilizado na Copa da Alemanha.— Ainda estamos desenvolvendo o sistema de rastreamento e quando estivermosconvencidos de que é 100% infalível, 100% perfeita, aí será o momento deela ser usada — diz Thomas van Schaik, porta-voz da Adidas, empresa de materialesportivo que está desenvolvendo o
projeto.Outras inovações já podem ser vistas nos campos de futebol. O
árbitro utiliza um comunicador e fica em contato, por meio de rádio, com seus auxiliares,facilitando a decisão em lances nos quais eles estejam mais bem posicionados.No entanto, o presidente da Fifa, entidade máxima do futebol mundial, descartagrandes acréscimos no aspecto tecnológico ao esporte.— Esta tecnologia para a linha do gol é suficiente. O futebol deve manterseu caráter humano e deve aceitar erros. Se nós começarmos a fazer um jogo muito científico, ele perderá sua fascinação — diz o suíço Joseph Blatter.
VIJA O LINK: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG69331-6014-357,00.html

0 Comments:
Postar um comentário
<< Home